quinta-feira, 25 de julho de 2013

A FAMÍLIA, O VÍCIO E A ORAÇÃO:



A Família, o Vício e a Oração




Sempre estamos comentando que dentre os familiares estão os nossos compromissos morais mais sérios.

São espíritos que, em reencarnações passadas, deixamos dívidas de amor não vivido, ou seja, fomos intolerantes, abandonamos, não os educamos moralmente, prejudicamos materialmente, traímos a sua confiança. Essas são as dívidas de amor.

Hoje, por Misericórdia Divina, somos reunidos em família para nos reajustarmos.

Segundo Emmanuel, "no lar estamos pagando à prestação certas dívidas contraídas por atacado".

Se é assim, o que acontece se desistimos deste compromisso, ou seja, se descartarmos os parentes difíceis ou parentes com doenças de difícil trato mediante intrnações desnecessárias?

Chico Xavier comentou este assunto: Não podemos ir desistindo de nossos compromissos por qualquer coisa. O complexo de culpa será muito grande.

O espírito de Emmanuel diz que alguns centímetros de remorso pesam no coração muito mais que uma tonelada de sacrifícios".

Se esses dois amigos fazem estas recomendações sérias sobre este assunto, cabe a nós procurarmos nos fortalecer e aprender a lidar com estas situações.

Primeiramente, vai outra recomendação de Chico Xavier: "se tivermos amor, todas as demais dificuldades se resolvem".

O amor nos fará renunciar a nós mesmos para ver o bem estar de nosso ente querido.









No caso de termos algum familiar com vícios, se tivermos amor, iremos fazer todo o esforço e sacrifício para ajudá-los a sair do quadro em que se encontram. E estamos falando dos vários tipos de vícios, tais como drogas, bebida, cigarro, sexo, exagero na alimentação, etc. Devemos encarar estes vícios como doença, da alma e do corpo físico.

É claro que recomendamos sempre o acompanhamento médico, porque todo vício provoca reações físicas no corpo humano, mas, auxiliando a todo e qualquer tratamento para o corpo material, precisamos fornecer "alimento" para o corpo espiritual, e a oração é um dos mais ricos.

Devemos esclarecer que, pela lei de atração, quando nos propomos a satisfazer as nossas sensações com drogas, sexo ou excesso de alimentação, estaremos chamando para nos acompanhar espíritos que também querem sentir as mesmas sensações físicas, mas que, por não trem mais o corpo físico, precisam sugar as sensações dos encarnados que fazem o que eles gostariam de fazer.

Lembramos aqui que a vontade de sentir tais sensações físicas é do encarnado. O desencarnado somente aproveita a oportunidade.

Ao ir para o lar, o encarnado que é viciado leva como acompanhante os espíritos que se satisfazem com o seu vício.

Estes espíritos não são de elevada moral ou bons sentimentos.

São espíritos infelizes, que ainda não evoluíram.

Sendo assim, o viciado irá carregar para o seu lar todos os espíritos infelizes, que poderão influenciar negativamente o ambiente doméstico.

Mas, fica a dúvida: E os familiares que não são viciados, ficam a mercê destes espíritos? Deus permite tal injustiça com aqueles que tentam preservar o seu corpo físico de tais sensações grosseiras?

Não. Deus não é injusto; tanto é que dotou cada pessoa com a possibilidade de emitir vibrações que "repelem" ou "neutralizam" estas influenciações.

E a mais poderosa vibração é a oração!









O lar que possui algum integrante viciado deve ter a presença da oração para protege-los das influências espirituais infelizes e para auxiliar o doente em sua recuperação.

Por isso, reiteradamente, insistimos que as pessoas devem praticar o Culto do Evangelho no Lar.

Quando um ou mais participante do lar lê um trecho de "O Evangelho Segundo o Espiritismo" e reflete com comentários sobre o assunto e depois faz uma oração de coração, agradecendo a Deus pelas bênçãos que recebe, pedindo a sua infinita proteção, estará emitindo vibrações; e a prece feita com amor traça fronteiras vibratórias.

Se, durante o Culto do Evangelho no Lar e, também, depois, durante todos os dias, mantivermos os nossos atos e pensamentos ligados ao bem e às coisas superiores, estaremos fazendo com que os espíritos que vêm em procura de sensações, encontrem somente paz elevada e amor. Como consequência, não conseguirão entrar em nosso lar.

As vezes corremos desorientados, buscando auxílio para os nossos parentes em dificuldades, esquecendo que um dos maiores auxílios que podemos oferecer está dentro do nosso coração: o nosso amor.

Como dissemos no início, devemos perseverar, pois o trabalho de recuperação pode ter começado agora, mas só vai terminar em próximas reencarnações. O que não podemos é desistir ao primeiro sinal de derrota, pois não queremos para a nossa consciência o peso do remorso.

Se temos um compromisso assumido perante Deus, com a recuperação de nossa família, abracemos este compromisso.

Deus estará vendo todos os nossos atos.

Não esqueçamos: "Orai e vigiai".










Bibliografia: Momentos com Chico Xavier - Adelino da Silveira.
Missionários da Luz - Francisco C. Xavier, pelo espírito André Luiz.

Revista Seareiro nº 112, fevereiro/2012



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