quarta-feira, 4 de abril de 2012

JESUS...


Jesus!


Jesus!

Ismael de Almeida
Jesus, anjo de luz, arcanjo de Deus, que traz nos olhos o encanto das estrelas do firmamento, quem pode fitar a sua face sem derramar lágrimas de encantamento, pela doçura que emana dos seus olhos divinos, que emoldura a suavidade do amanhecer, a beleza das flores, a serenidade das montanhas, a mansidão dos plácidos riachos, a paz do anoitecer!
As vibrações de Jesus enternece, até às lágrimas pelas suaves vibrações do seu imensurável amor, pela sua maneira de ser, pela ternura da sua majestosa presença de Deus Olímpico, gracioso e belo, imponente e admirável na sua formosura de arcanjo, na imponência de sua grandeza, e na humildade que encanta e fascina.
Jesus, como suprema perfeição, sublime e doce, a irradiação de todo teu ser, atrai como ímã irresistível, como o néctar atrai as abelhas, a luz a mariposa, o solo calcinado clama pela chuva benfazeja, a orla da praia beija a onda do mar.
Jesus, supremo amor de homem luz, que apazigua todas as borrascas, enternece as feras mais ferozes, une abismos com pontes de eterno amor, acalma  tempestades, cura enfermidades, pacifica homens-lobos, serena vendavais de homens desalmados, e inebria com a paz de seu coração de homem-Deus.
Jesus fez do sofrimento degraus para os átrios celestiais e da dor energia impulsora que venceu obstáculos, desarmou ódios, apaziguou ferocidades, imolando-se no infamante holocausto para salvação de uma humanidade ingrata e inconsciente, que ceifou a vida do mestre amado, e mesmo assim o seu amor não esmoreceu.
Jesus sublime Querubim do Eterno Amor, que desceu dos mundos de luz para a masmorra terrena, encarcerado na pesada matéria da ingratidão humana, que esfacelou seu coração terno e meigo, no infamante holocausto, acusado de impostor e desordeiro.
VAE SOLI, a solidão das almas nobres e puras, que veio da mansão de luz da imensidão dos esplendores divinos, para ser aprisionado neste planeta de dor, para a salvação de homens-feras.
Jesus sentiu no coração, como nenhum outro, santo, a dor da alma humana, e chorou entristecido por sentir a miséria que acicatava a humanidade desviada de Deus, e deu a ela o melhor de si, toda sua ternura, bondade e compaixão sem limites, nem medida, ofertando a própria vida pela redenção do mundo!